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Desde tempos imemoriais o ser humano sempre teve como impulso básico trazer para perto de si os elementos da natureza que mais lhe interessavam, seja como forma de sobrevivência ou conquista de conforto. Assim surgiram a agricultura e os animais domésticos. Também desde cedo percebemos que as necessidades básicas de sobrevivência vão além da simples saciedade e proteção do corpo frente ao clima. Os aspectos afetivos e estéticos logo conquistaram seu espaço e passamos a ocupar parte de nosso tempo com animais e plantas de estimação.
A essa cultura de plantas de estimação deu-se o nome de jardinagem, que representa um importante fator de estabilidade emocional pelo contato estreito com a natureza que proporciona, seja no cuidado de um pequeno vaso ou na contemplação de uma árvore centenária. Existem inclusive estudos desenvolvidos na Inglaterra que associam o surgimento de doenças à falta de percepção da passagem das estações do ano.
Com o advento da vida moderna, onde uma maciça parcela da população passou a viver confinada nas cidades, esse contato vem sendo gradualmente reduzido durante o período produtivo do tempo, levando todos aqueles que podem, a buscar espaços naturais em seus horários de descanso ou férias. Nesse contexto os parques e jardins públicos ganharam uma grande importância, pois além de permitirem um estreito contato com a natureza, apresentam uma completa infra-estrutura que agrega conforto à vida natural.
Em todo o mundo a existência de parques de visitação particulares, desenvolvidos a partir de espaços ajardinados, constitui uma excepcional alternativa de lazer e cultura, haja visto que os mais antigos do ocidente datam do início do século XVIII e tem uma visitação crescente a cada ano.
No Brasil esse tipo de implantação é ainda incipiente dentro do foco específico do paisagismo e da jardinagem, apesar da crescente demanda. Já no exterior podemos citar como exemplos mais notáveis o Butchart Gardens situado na Ilha Victoria no Canadá, o parque Keukenhof em Lisse na Holanda e a Ilha de Mainau no Lago Constança na Alemanha, que juntos recebem mais de 3 milhões de visitantes por ano, sendo milhares deles originários do Brasil.
Assim, a criação de um Parque de Visitação, baseado na exposição de estilos de paisagismo característicos de diversas partes do mundo, além do estreito contato com a floresta nativa, representa uma excepcional alternativa de lazer e cultura para os brasileiros, proporcionando aos visitantes momentos de extrema beleza e contemplação durante todos os 365 dias do ano em qualquer condição climática.
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